Dicas para aumentar preços no salão de beleza

Dicas para aumentar preços no salão de beleza

Tempo de leitura: 3 minutos

Diariamente recebo perguntas de alunos e gestores de salão de beleza sobre como fazer o cálculo para aumentar a tabela de preço e serviços de seus salões, barbearias ou clínicas de estética.

Como gestora deste segmento há 20 anos e também doutora em Administração, sempre busco embasamentos econômicos ou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além é claro, dos custos diretos e indiretos do meu estabelecimento para tomar tal decisão.

Neste mês de janeiro de 2019, uma notícia veiculada no Jornal Estadão, alertou para que eu pudesse escrever este texto para vocês.

A matéria aponta que:

  •         A inflação de serviços e área da beleza é a menor desde 2000
  •         Os preços do setor subiram 3,3% até novembro de 2018
  •         Segundo o IPCA, o crescimento máximo de 2018 foi de 3,5%

Após ler este texto, relembrei que aumentei alguns serviços no meu salão (Fuzz Cabeleireiros e Adam Barbearia), e ao fazer o cálculo, acreditem, eu também fiquei nessa média, ou seja, estes dados refletem exatamente o que os serviços da beleza vivenciaram na prática, digo isso pelo meu caso.

Eu sei que estes 3,5% não suprem todos os aumentos que enfrentamos em 2018, como mostra o gráfico publicado no Jornal, mas é uma questão na qual os gestores da área precisam ficar antenados.

Você já pensou: Qual solução será possível, já que os reajustes não são aplicados 100% no preço?

Selecionei alguns caminhos:

1 – Ficar atento as despesas e efetuar pequenos cortes.

2 – Identificar os serviços com maior lucratividade

3 –  E investir no marketing e publicidade destes serviços para aumentar a lucratividade.

4 – Treinar sua equipe para vender mais…

Este e outros assuntos, eu abordo no meu curso de Gestão da área da beleza.

A Matéria

Na matéria do Estadão, o economista-chefe da LCA Consultores, Braulio Borges, afirma que “o que mais pesou para redução do ritmo de reajustes dos serviços e da área da beleza foi o enfraquecimento do mercado de trabalho, que ainda convive com desemprego elevado (11,6%).

Ele ainda explica que os preços dos serviços são reajustados levando em conta a inflação passada que, no caso de 2018, é o indicador do ano anterior. O IPCA de 2017 foi de 2,95%, a menor inflação em quase 20 anos. E esse foi o parâmetro usado pelos prestadores de serviços do segmento para corrigirem os preços em 2018.

Outro fator que atinge os segmentos da beleza é a demanda mais fraca por serviços. Segundo Fran Norberto, cabeleireiro há 35 anos, houve uma queda de 65% no movimento no ano passado no salão mais luxuoso, onde atendia as clientes entre terça-feira e sábado na zona norte de São Paulo. A saída encontrada por ele para manter a receita foi trocar o salão luxuoso por outro com preços intermediários. Com essa estratégia, Norberto diz que trabalha mais e ganha menos por cliente. “Enquanto as coisas não melhorarem, a gente tem de cair na real e descer do salto”, afirmou o cabeleireiro durante entrevista.

  • VÍDEOS:

Como precificar? Dani Responde

50 Dicas de Economia por Dani Venâncio

  • Link matéria Estadão:

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,inflacao-de-servicos-e-a-menor-desde-2000,70002669589

Conte comigo para fazer sua carreira e negócio crescer,

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Abraço,

Dra Dani Venâncio

Professora e gestora do mercado da beleza

Embaixadora AVEC

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Dani Venâncio é gestora de salões de beleza há 20 anos. Mestre e Doutora em administração pela UFSC, é Coach formada pela Global Accreditation Board. A Dani criou uma metodologia que já ajudou mais de 3 mil gestores e proprietários da área da beleza a compreenderem melhor a gestão de seus espaços, através de ferramentas simples que ela diagnosticou em visitas técnicas e pesquisas científicas em diferentes cidades do Brasil e do Mundo.

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