Exclusivo! Daiana Garbin em um papo sincero sobre os padrões de beleza

Exclusivo! Daiana Garbin em um papo sincero sobre os padrões de beleza

Tempo de leitura: 3 minutos

 

A jornalista Daiana Garbin, ex-repórter da TV Globo, desenvolveu transtorno alimentar aos 12 anos de idade e a doença a acompanhou por 22 anos, até que encontrou um processo de cura e compartilha toda sua evolução, pensamentos e aflições no canal “Eu vejo” e em sua obra publicada, “Fazendo as pazes com o corpo“, que impactou mulheres pelo Brasil inteiro.

 

Em um bate-papo sincero e exclusivo com a nossa equipe, no Beauty Week Experience, Daiana refletiu sobre os padrões de beleza impostos em nossa sociedade.

 

Daiana, o que é beleza para você?

Beleza para mim é você conseguir se sentir confortável sendo o que você é. Isso vem de dentro, do valor e da estima que você tem por si mesma. Sentir-se bela não tem nada a ver com o que está fora, com o que as pessoas acham da gente… Sentir-se bela precisa vir do coração. Precisa vir exatamente de quando você se sente bem e não tem vergonha de ser quem é.

 

 

Em seu livro, você relata toda a sua jornada brigando com o próprio corpo. O que você diria para alguém que ainda não se desconstruiu e precisa dar o primeiro passo?

Eu acho que toda pessoa que está enfrentando ou um distúrbio alimentar – como o que eu tive por tantos anos – ou uma relação doentia com o corpo e a alimentação, em primeiro lugar, precisa buscar ajuda. A gente sente muita vergonha em admitir que temos um problema emocional e que precisamos de ajuda. Então, a primeira coisa que eu diria para quem está em guerra com o corpo, é: se necessário, procure ajuda médica, psicológica e nutricional. E se a pessoa não tem de fato uma doença, se é uma questão de desconforto, que a gente possa mudar o nosso olhar! Abaixar aquela voz crítica que fala dentro da nossa cabeça, todos os dias, que não somos suficientes. Você é, sim, suficiente para ser amada, respeitada e aceita! Mas para que isso aconteça, a gente precisa acreditar.

 

 

A mídia sempre teve um papel muito tóxico para as mulheres. Ultimamente, isso tem começado a ser ressignificado e o foco é o empoderamento. Você sente essa mudança de discurso? Acredita nela?

Eu acredito que a gente está começando a viver um grande momento de transformação. Acho que, finalmente, as marcas entenderam que a estratégia de Marketing de envergonhar uma mulher para que ela sinta vergonha do corpo e da aparência e por isso comece a consumir seus produtos, não irá mais funcionar a partir de agora. Nós queremos marcas que tratem a mulher com o respeito que ela merece, e não usando imagens “photoshopadas”, falsos corpos reais… Meninas de 20 anos, sem rugas, vendendo cremes anti-idade. Propagandas de rímel com cílios postiço – tudo isso é mentira, e a gente já sabe. A gente conseguiu desenvolver esse senso crítico. Então, acho que estamos começando a viver uma mudança, mas ela está bem no início e a gente ainda precisa batalhar muito para que a mídia de fato entenda que impor um padrão de beleza adoece todas as mulheres. É muito grave, a gente está vivendo um adoecimento social com relação ao valor da aparência e o que é considerado belo. Mas a mudança começou e eu estou muito feliz em saber que, cada vez mais, a gente tem espaço em eventos como esse, com grandes marcas, para falar sobre a necessidade da mulher se aceitar e se respeitar do jeito que ela é.

 

 

Entrevista feita por Letícia Zanaroli

 


 

 

O evento Beauty Week Experience teve como tema a ressignificação da beleza e reuniu mulheres como Daiana, Laura Muller, Glenda Kozlowski, entre outras.

 

A marcas envolvidas foram: festival Beauty Week, Avec, Keune, Klasme, Buscofem, Nescafé Dolce Gusto, entre outras.

 

 

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