Regras de Qualidade da ABNT para Salões de Beleza

4 de outubro, 2015

Gestão

São mais de 600 mil salões de beleza no Brasil, quase meio milhão de Micro Empreendedores Individuais (MEI) – e a competitividade tem feito com que cada vez mais sejam incorporados serviços e agregados mais valores para conquistar o público-alvo.

Com isso, o próprio conceito de salão de beleza tem se modificado, passando a abranger também a questão da saúde além da questão estética.

O cenário promissor, no qual a estimativa é que sejam gastos cerca de R$ 50 milhões com produtos de beleza em 2015, chamou a atenção da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT, que pretende implantar um novo modelo de serviço e atendimento.

Equipamentos, instalações e equipes devem seguir determinados requisitos que visam as boas práticas na prestação dos serviços e qualificação de pessoas, de forma a aumentar a sustentabilidade e a competitividade.

Dessa forma estão sendo montadas as regras de qualidade da ABNT para salões de beleza, cuja primeira norma técnica para o segmento foi lançada em 2014, a ABNT NBR 16283:2014.

Na Prática, O Que Isso Significa?

Na prática significa mais conforto para o consumidor que, por exemplo, não consegue entender a diferença entre escova de diamante ou inteligente, se a pontinha branca na unha é espanhola ou francesinha e qualquer outro nome exótico que por vezes descreve o mesmo produto, mas faz parecer que é novidade.

A uniformização dos termos, ou seja, a nomenclatura própria dos procedimentos estéticos, no entanto, é apenas um dos aspectos que devem ser seguidos pelos empreendedores da beleza.

Termos, serviços prestados e empreendimentos deverão todos estar padronizados.

Apesar de já estar em vigor, a padronização ainda não é obrigatória, mas será e significará que em qualquer lugar do país o profissional será chamado da mesma forma, assim como o cliente receberá o mesmo serviço, com um padrão mínimo de qualidade estabelecido pela normatização.

Por outro lado, os salões deverão ser adequados a padrões que visam facilitar o entendimento entre profissionais e clientes sobre os procedimentos que serão realizados de forma que o cliente tenha mais segurança de que o que procura é o que o salão está apto a oferecer.

A dica, portanto, é que os salões comecem a fazer a adequação às regras da ABNT enquanto ainda não há fiscalização.

O Que Diz a Regra da ABNT

Além de várias entidades ligadas ao mercado da beleza, a produção da regra contou também com pesquisa popular e consulta a associações e profissionais na área. Conheça algumas definições da norma:

Coloração Permanente

“Procedimento de coloração dos cabelos por meio de combinações, composições e neutralizações de cores e contrastes, por meio de pigmentos naturais ou sintéticos, podendo produzir clareamento.”

Coloração Semipermanente (tonalização) 

“Procedimento de tonalização temporária dos cabelos por meio de combinações, composições e neutralizações de cores e contrastes, por meio de pigmentos naturais ou sintéticos.”

Escova Progressiva 

“Procedimento para deixar os cabelos lisos utilizando produtos que possuem, em sua composição, substâncias ativas com a função de alisar temporariamente.

Durante a aplicação do produto, é utilizada uma fonte de calor, como secador de cabelo e/ou prancha (piastra). O resultado obtido pela escova progressiva é temporário, permitindo que os fios alisados geralmente voltem ao formato original.

É necessário verificar se as substâncias utilizadas são permitidas pela Anvisa.”

Manicure 

“Procedimento que pode incluir limpeza, remoção parcial de cutículas e esmaltação das unhas das mãos.”

Pedicure 

“Procedimento que pode incluir limpeza, remoção parcial de cutículas e esmaltação das unhas dos pés. Os serviços de podologia – onocriptose (unha encravada), tratamento de doenças, remoção de calosidades etc. – não estão incluídos no serviço.”

Design de Unhas 

“Procedimento para alongar, reconstruir e decorar as unhas das mãos e dos pés. É necessário verificar se as substâncias ativas utilizadas são permitidas pela Anvisa.”

Embelezamento do Olhar

“Procedimento que visa estilizar as sobrancelhas e os cílios, por meio da remoção de fios ou coloração dos cílios.”

O Profissional

De acordo com a norma da ABNT, para que uma pessoa possa ser cabeleireiro ela deverá ter no mínimo o segundo grau completo.

A ideia da associação é que tanto salões pequenos quanto grandes estejam em pé de igualdade em termos de serviço desde que seguidos os procedimentos técnicos determinados.

A Comissão de Estudos de Salão de Beleza da ABNT é coordenada pelo Sebrae Nacional atuando na normalização de processos, produtos, matérias-primas e serviços.

Participam ainda do acompanhamento à produção das regras a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), a Associação Brasileira dos Salões de Beleza (ABSB), o Sindicato dos Institutos de Beleza e Cabeleireiros de Senhoras do Rio de Janeiro (Sinbel), e o Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabeleireiros, Institutos de Beleza e Similares no Estado do Rio Grande do Sul (Sinca).

E você, o que acha da nova regra da ABNT para os salões de beleza?

Equipe UB

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